E agora?
Todos sabemos que, na Europa, o regime de fronteiras e passaportes nasceu da desconfiança e dos ressentimentos gerados pela Grande Guerra, que seria bom fazer voltar à memória das gentes pelos horrores que a acompanharam, na alvorada de um século que o cientificismo da véspera havia anunciado como o grande século da convivência humana, sem Deus, nem ideologias que nos dividissem.
Foi preciso que viesse outro cataclismo bélico, para que os homens compreendessem que, com religião ou sem ela, só com a abolição de fronteiras – todo o tipo de fronteiras, a começar pelas do egoísmo – seria possível chegar a essa harmonia.
Bem o entenderam os fundadores da União Europeia.
Os fundadores; porque nas últimas décadas, parece que os seus continuadores se vão afastando cada vez mais daquele belíssimo projecto inicial.
No entanto, poderíamos contar entre um dos passos no sentido da realização desse projecto, a abolição das fronteiras terrestres, criando assim o chamado espaço Schengen.
Claro que isto não trouxe só vantagens, até porque há sempre quem procure aproveitar-se da generosidade dos outros para cultivar o seu egoísmo. Tudo tem o seu preço; e nas relações humanas, quando nos recusamos a perder, não fazemos mais do que criar barreiras.
Aparecem agora alguns países a propor a suspensão do tal espaço Schengen, e há quem tenha já decidido a reabertura das fronteiras.
Com argumentos razoáveis, diríamos mesmo excelentes. Mas que escondem mal o egoísmo larvar que, pode dizer-se também, foi a mola real da adesão de muitos desses países a um espaço que lhes oferecia inegáveis vantagens económicas.
Pessoalmente, o que me inquieta é que é precisamente este egoísmo, mascarado de patriotismo, que alimenta o ressurgir dos partidos mais radicais da direita anti-democrática.
Com máscaras não se vai além do Carnaval, que, bem vistas as coisas, deixa sempre um travo amargo na boca de quem o joga.
Todos sabemos que, na Europa, o regime de fronteiras e passaportes nasceu da desconfiança e dos ressentimentos gerados pela Grande Guerra, que seria bom fazer voltar à memória das gentes pelos horrores que a acompanharam, na alvorada de um século que o cientificismo da véspera havia anunciado como o grande século da convivência humana, sem Deus, nem ideologias que nos dividissem.
Foi preciso que viesse outro cataclismo bélico, para que os homens compreendessem que, com religião ou sem ela, só com a abolição de fronteiras – todo o tipo de fronteiras, a começar pelas do egoísmo – seria possível chegar a essa harmonia.
Bem o entenderam os fundadores da União Europeia.
Os fundadores; porque nas últimas décadas, parece que os seus continuadores se vão afastando cada vez mais daquele belíssimo projecto inicial.
No entanto, poderíamos contar entre um dos passos no sentido da realização desse projecto, a abolição das fronteiras terrestres, criando assim o chamado espaço Schengen.
Claro que isto não trouxe só vantagens, até porque há sempre quem procure aproveitar-se da generosidade dos outros para cultivar o seu egoísmo. Tudo tem o seu preço; e nas relações humanas, quando nos recusamos a perder, não fazemos mais do que criar barreiras.
Aparecem agora alguns países a propor a suspensão do tal espaço Schengen, e há quem tenha já decidido a reabertura das fronteiras.
Com argumentos razoáveis, diríamos mesmo excelentes. Mas que escondem mal o egoísmo larvar que, pode dizer-se também, foi a mola real da adesão de muitos desses países a um espaço que lhes oferecia inegáveis vantagens económicas.
Pessoalmente, o que me inquieta é que é precisamente este egoísmo, mascarado de patriotismo, que alimenta o ressurgir dos partidos mais radicais da direita anti-democrática.
Com máscaras não se vai além do Carnaval, que, bem vistas as coisas, deixa sempre um travo amargo na boca de quem o joga.
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